Mais da metade dos brasileiros já foi vítima de fraude, aponta pesquisa

Propaganda enganosa é o golpe mais frequente entre consumidores, com 31% dos casos

 

Uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 54% dos consumidores brasileiros foram vítimas de algum tipo de fraude nos últimos doze meses.

De acordo com especialistas das duas entidades, este percentual é alto e representa 5,4 milhões de brasileiros, somente nas capitais do país. O estudo também mapeou os golpes mais frequentes e tentou estabelecer um perfil das vítimas dessas práticas fraudulentas.

Para José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil, muitos consumidores não têm conhecimento sobre os próprios direitos e sobre as obrigações que os fornecedores precisam cumprir.

– Em muitos casos os consumidores são fraudados e acham que estão lidando com uma situação normal. Esse desconhecimento é grave, porque deixa o golpista impune, estimula novas práticas e dificulta a vida do consumidor na hora de buscar um possível ressarcimento – avalia.

Golpes mais frequentes

O golpe mais citado pelos consumidores pesquisados foi a propaganda enganosa (31%), seguida pela prática de entregar um serviço diferente do que foi inicialmente contratado (21%). Dificuldades de acionar a garantia após a compra de um produto e problemas com combustível adulterado aparecem na sequência da lista, com 12% e 10% dos casos, respectivamente.

Com um percentual de ocorrência inferior, aparecem as fraudes com cartão de crédito (5%) e o golpe da pirâmide financeira (5%). Sobre o perfil das vítimas, o especialista diz que apenas 17% foram considerados consumidores de baixo risco.

– Isso indica que, no geral, o consumidor brasileiro tende a ter um comportamento não muito cuidadoso, o que, segundo o estudo, também aumenta a probabilidade dessa pessoa ser vítima de uma fraude – explica o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges.

Os pesquisadores também concluíram que ser vítima de algum tipo de fraude tende a gerar uma mudança de comportamento. No geral, as pessoas que já foram alvo de golpes passam a ter atitudes mais cautelosas. No caso do golpe da propaganda enganosa, 95% dos consumidores disseram que mudaram a própria conduta e agora estão mais atentos diante de anúncios publicitários que oferecem oportunidades únicas a preços milagrosos.

Fuja das fraudes

Confira abaixo 10 dicas que ajudam a identificar possíveis fraudes e evitar que caia em ciladas:

– Saiba de quem você está comprando um determinado produto ou serviço e certifique-se da idoneidade da empresa.

– Desconfie de produtos com preço muito abaixo do praticado pelo mercado. Pesquise sobre a reputação da empresa e sempre exija nota fiscal.

– Leia contratos e termos de garantia atentamente, antes de assiná-los. Em muitos casos, nem tudo o que está escrito em um contrato é legal, fazendo com que algumas cláusulas, na prática, sejam nulas.

– Procure abastecer sempre no mesmo posto e que tenha uma bandeira confiável. Assim, você sempre poderá acompanhar o rendimento e o desempenho do veículo. Isso também facilita na hora de cobrar uma possível indenização, caso o posto tenha vendido gasolina adulterada.

– De modo geral, bancos não se comunicam com os clientes por e-mail. Desconfie ao receber extratos ou faturas do seu banco por e-mail.

– Jamais confirme dados pessoais ou bancários por telefone.

– Evite acessar seu e-mail ou o site do seu banco em computadores públicos e instale um antivírus em seu celular e computador pessoal.

– Utilize o botão “sair” ou equivalente ao sair de sites com senhas, inclusive de bancos, programas e redes sociais.

– Prefira os cartões de crédito com chip.

– Desconfie de resgates de prêmios oferecidos presencialmente, por email ou SMS em que você precise depositar algum valor para recebimento a tal quantia.

 

 
Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/economia/noticia/2014/03/mais-da-metade-dos-brasileiros-ja-foi-vitima-de-fraude-aponta-pesquisa-4461509.html

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

 

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